quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

sobre a posse

É tolo qualquer homem que pense possuir coisa alguma, nem a sí mesmo possui, basta um insignificante desconforto para perder a paz ou uma pequena crítica para abandonar a razão, mais iludido ainda é o homem orgulhoso de suas posses, pois não percebe ele que a morte subtrai todos os bens. Não estou a estimular o abandono, mas o exercício do abandono, no caso, admitir a rotatividade das coisas materiais e perceber que a posse não passa de um momento de ignorância. 

Talvez o único bem verdadeiro do homem seja o tempo, que como diz Sêneca, é trocado por bens de valor incomparavelmente inferior.

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