Não há desgraça que possa ser comparada com a existência, afinal, é ela a origem de todas as moléstias que assolam os vivos, doença e morte, velhice e desejo, dentre tantas futilidades a maior é o prazer, afinal nossa noção é limitada e condicionada, o belo é belo e o feio é feio, isso é tudo o que aprendemos, mas o belo nunca foi belo nem o feito foi feio, eles são apenas o que são, nós os embelezamos com nossas mentes limitadas, pintando realidades irreais.
Viver é uma limitação, por não podermos ver o que é visto ou sentir o que é sentido, tudo nos é servido com a máscara da mentira. A morte por outro lado é o inverso, é o não ser, o não desejar, é a verdade por não ser nem desejar verdades , é a onisciência do silêncio.
Caminhamos para o fim do sofrimento mas, nossa ignorância não nos permite ver a liberdade do fim, o significado do final, a joia rara que se torna o ser que morre, pois sua história é completa e definível , sem bem nem mau, sem dor nem desejo.
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